Cesar e Rosalie (Cesar et Rosalie, 1971)

Avaliação:
7/10
7

Informações

Crítica

Cesar e Rosalie (Cesar et Rosalie, 1972) 110 min. Dir: Claude Sautet. Rot: Jean-Loup Dabadie e Claude Sautet. Com Yves Montand, Romy Schneider, Sami Frey, Bernard Le Coq, Eva Maria Meineke, Henri-Jacques Huet, Isabelle Huppert, Gisela Hahn, Betty Beckers, Hervé Sand, Michel Piccoli.

Rosalie (Romy Schneider) está dividida entre seu atual companheiro Cesar (Yves Montand) e David (Sami Frey) um antigo amor que reaparece em sua vida. Cesar é um bem sucedido empresário, charmoso e que sempre é o centro das atenções. David é um discreto desenhista de quadrinhos. Enquanto Cesar é explosivo, David é contido.

O argumento do filme, um tanto comum, trilha caminhos diferentes do que normalmente se vê no cinema. Rosalie é uma mulher forte, que compartilha abertamente seus sentimentos. Não esconde de Cesar que David ressurgiu na sua vida e que ainda sente algo por ele. Apesar de Cesar ser irresistível, Rosalie não cede às suas pressões e explosões de fúria. Mas, não consegue se decidir com quem ficar e nunca se sente plenamente feliz quanto está com um ou com o outro.

No triângulo amoroso de “Jules e Jim” (de François Truffaut) quem propõe que os três vivam juntos é a mulher. Aqui, é Cesar quem vai atrás de David para fazer esta proposta. Porém, nem mesmo esta solução satisfaz o coração de Rosalie, que parte sozinha. Um forte laço de amizade, contudo, se formou entre Cesar e David. A famosa sequência final revelará o desfecho desta estória.

Claude Sautet conduz com leveza e sem dramaticidade exagerada esse drama romântico. Uma cena que chama a atenção pela fotografia é aquela onde David e Rosalie estão no quarto, e há uma iluminação feita por spot de luz sobre o rosto de cada personagem, revelando a intimidade do momento. As duas obras mais conhecidas do diretor no Brasil talvez sejam “Um Coração No Inverno” (1992) e “Minha Secretária” (1995) ambos com Emmanuelle Béart.

O trio de atores principais é fantástico. Romy Schneider está radiante com sua beleza clássica. Yves Montand cai como uma luva no papel do charmoso Cesar, interpretando em grande parte a si mesmo. Sami Frey, mais discreto, personifica aquele homem sensível e discreto que possuem um atrativo especial para as mulheres. Sami Frey tentou a carreira hollywoodiana, tento aparecido em “O Místério da Viúva Negra” (1987), ao lado de Debra Winger, e continua na ativa.

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