Padre (Priest, 2011)

Avaliação:
8/10
8
Padre filme

Informações

Crítica

Padre (Priest, 2011) 87 min. Dir: Scott Stewart. Rot: Cory Goodman. Com Paul Bettany, Cam Gigandet, Maggie Q, Karl Urban, Lilly Collins, Brad Dourif, Stephen Moyer, Christopher Plummer, Alan Dale, Mädchen Amick, Jacob Hopkins, Dave Florek.
 

Baseado na graphic novel de Min-Woo Hyung, “Padre” se passa em um universo onde os homens sempre combateram os vampiros. Até criarem um grupo de soldados com forças incomuns e treinados pela igreja. Após derrotarem esses monstros, e segregarem-nos para lugares distantes, a humanidade vive protegida em enormes cidades, liderada pelos chefes religiosos. Os padres perdem suas funções e vivem na pobreza. Um deles, o Priest (Paul Bettany) é chamado para resgatar sua sobrinha sequestrada por um bando de vampiros. Nessa busca, enfrentará um poderoso vampiro que lidera o grupo.

“Padre” é um convincente filme de ação que, salvo por um ou outro detalhe, poderia ter conquistado um patamar mais alto se contasse com um ator mais carismático. Paul Bettany já é experiente, atuou em “Uma Mente Brilhante” e “O Código da Vinci”, mas sempre em papéis coadjuvantes e soturnos. Essa última característica cai bem no papel título deste filme, porém careceu de estrela. Fora isso, há alguns efeitos visuais que mereceriam mais cuidado. Como as cenas em que se mostram as motos dos padres correndo sem nenhuma trepidação pela terra, soando artificiais demais.

A estória consegue, no final das contas, segurar o filme. E o fato de ser curto, com menos de 90 minutos, favorece o ritmo das sequências. Essa foi uma decisão pós-produção, pois vemos algumas cenas deletadas nos extras do DVD que, apesar de interessantes, poderiam tornar o filme lento demais.

A mistura de faroeste, terror e ficção científica  funciona perfeitamente. Como os próprios produtores confirmam, a principal influência do velho oeste é “Rastros de Ódio”, de John Ford, onde John Wayne cavalga atrás da jovem Natalie Wood, sequestrada pelos índios. Uma das cenas deletadas faz referência explícita à cena do clássico de 1956 que mostra a porta se abrindo para a paisagem do deserto.

A cidade onde os homens vivem protegidos dos vampiros conduzem o espectador para o mundo industrial de “Blade Runner”, um ambiente com muito metal, escuro, úmido e congestionado. Há muito de “Mad Max” também, nas motocicletas e nas vestimentas, além da paisagem.

O terror surge na forma dos vampiros aparentando seres descomunais, monstros propriamente ditos, se afastando do homem com capa dos filmes da Hammer.

A bela Mädchen Amick, que surgiu em “Twin Peaks” e que sumiu das telas grandes, faz uma rápida aparição como a cunhada do Padre, no início do filme. Lilly Collins, a sobrinha sequestrada, depois conseguiu o papel da Branca de Neve em “Espelho, Espelho Meu”. A havaiana Maggie Q, a freira, foi parar na série “Divergente”. E Karl Urban, o vilão, fez o papel título de “Judge Dredd”.

Os combates são eficientes e o clímax final é empolgante. O final, aberto, chama por uma sequência, que nunca foi filmada. Infelizmente.

 

 

 

 
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