A 83ª cerimônia de entrega do Oscar foi mais enxuta e objetiva do que costuma ser.

Oscar-2011-Anne-Hathaway

James Franco e Anne Hathaway

O ritmo mais acelerado ajudou a afastar o sono dos cinéfilos na madrugada do último domingo (a festa começou às 22h30 com transmissão ao vivo pela TNT), apesar de a falta de emoção pesar nas pálpebras.

A jovem dupla de apresentadores deu um ar de novidade ao show, mas muito aquém de Billy Cristal, que fez uma aparição na festa e foi reverenciado por Anne Hathaway. A atriz, fazendo muitas piadas de si mesma, se deu bem. Simpática, à vontade, conseguiu divertir a audiência. Já seu parceiro James Franco foi um destaque negativo. Burocrático demais e sem graça, parecia mais preocupado em ganhar o Oscar de ator, pelo qual concorria e acabou perdendo, do que com o papel de apresentador.

Os momentos emocionantes foram Kirk Douglas, já velhíssimo, mas ainda lúcido, anunciando o prêmio de atriz coadjuvante para Melissa Leo e o discurso emocionado de Natalie Portman, a melhor atriz do ano, principalmente, porque antes de ser anunciada como vencedora parecia distante e não muito envolvida.

 Os brasileiros torciam pelo documentário “Lixo Extraordinário”, co-produção com a Inglaterra, mas acabaram, de novo, decepcionados. Quem levou foi o americano “Inside Job”.
A indicação de dez títulos para melhor filme acaba diluindo a preferência do público e tira um pouco do glamour da festa. Afinal, assistir os cinco indicados era uma tarefa difícil, porém que muitos realizavam. Mas dez, já fica quase impossível. Uma jogada comercial que talvez tenha sido um tiro pela culatra.