A programação completa da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece entre os dias 16 e 30 de outubro, ainda não foi divulgada. Mas, após a coletiva para a imprensa do último sábado, a organização revelou alguns dos destaques desta edição, que conta com 373 títulos de 80 países, entre longas, curtas e séries.
Uma das maiores atrações para os cinéfilos nesta mostra de 2025 é a vinda do cineasta iraniano Jafar Panahi a São Paulo. Muito prestigiado em várias das edições anteriores, ele receberá o Prêmio Humanidade e participará de uma conversa com o público. Além disso, apresentará o seu filme mais recente, Foi Apenas um Acidente, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes.
Outra cineasta que desembarcará por aqui para falar com os brasileiros é a estadunidense Rebecca Miller, na sessão de seu filme Angela: Nas Asas da Imaginação (1995). Além disso, a 49ª Mostra apresentará a sua aguardada série documental Mr. Scorsese, do Apple TV+.
Por falar em streaming, a Netflix estreará suas grandes apostas recentes no evento. Assim, estão na programação Jay Kelly, novo longa de Noah Baumbach com George Clooney e Adam Sandler; Frankenstein, de Guillermo del Toro; e A Garota Canhota, produção taiwanesa dirigida por Shih-Ching Tsou e produzida por Sean Baker. Além disso, tem o brasileiro O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende, adaptação de obra de Valter Hugo Mãe (escritor e autor da arte do poster da 49ª Mostra). A exibição do filme contará com uma mesa de debates.
Brasileiros e restaurações
Dentre as produções brasileiras, a maior expectativa está na projeção de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Representante do Brasil na disputa pelo Oscar, o filme ganhou quatro prêmios em Cannes, incluindo de melhor diretor e ator (Wagner Moura). Embora a shortlist do Oscar só saia dia 16 de dezembro, as sessões do filme na mostra devem repetir a concorrida demanda que obteve Ainda Estou Aqui em 2024.
Outros destaques brasileiros incluem Cyclone, de Flavia Castro, com Luiza Mariani no papel principal; Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte, filme premiado no Festival de Brasília; e Eclipse, de Djin Sganzerla, que assina a direção, o roteiro, a produção e interpreta a protagonista deste thriller sobre a violência contra a mulher, ancestralidade, intuição e resistência.
Títulos nacionais integram também as sessões de filmes restaurados. São eles: Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes, que comemora os 21 anos da primeira exibição do filme na Mostra; Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio (2002), de Rosemberg Cariry; Tônica Dominante (2001), de Lina Chamie; Um Céu de Estrelas (1995), de Tata Amaral; e Garota de Ipanema (1967), de Leon Hirszman.
As sessões de restaurações internacionais exibem: Queen Kelly, filme mudo com Gloria Swanson e dirigido por Erich von Stroheim em 1932; uma cópia maior do indiano Sholay (1975), de Ramesh Sippy; o português Aniki-Bóbó (1942), de Manoel de Oliveira; e o argelino Crônica dos Anos de Fogo (1975), de Mohammed Lakhdar-Hamina.
Mais estreias
Continuando com as estreias em destaques, vale uma atenção especial para A Memória do Cheiro das Coisas, novo filme do português António Ferreira, que intercala temas complexos e necessários: envelhecimento, solidão, racismo, redescoberta.
O mais novo longo do diretor Ari Aster, Eddington, estreia no Brasil na 49ª Mostra, tendo Joaquin Phoenix, Pedro Pascal e Emma Stone no elenco. Também com Emma Stone, Bugonia, novo longa de Yorgos Lanthimos, estreia na mostra depois de ser exibido para a imprensa após a coletiva.
Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do prêmio do júri do Festival de Cannes, será o filme de abertura da 49ª Mostra. A cerimônia de abertura acontece na quarta-feira, 15 de outubro, na Sala São Paulo.
Outros destaques entre as estreias internacionais incluem: Urchin, de Harris Dickinson; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch; A Irmã Mais Nova, de Hafsia Herz, A Incrível Eleanor, de Scarlett Johansson. E os representantes ao Oscar de seus países: o alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski; o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi; e o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook.
Aceno pacifista
Por fim, a 49ª Mostra prepara uma sessão dupla para lembrar os 80 anos da bomba atômica de Hiroshima. O curta Alma Errante – Hibakusha (2025), do brasileiro Joel Yamaji, que registra a história do sobrevivente Takashi Morita, abre a sessão. Em seguida, o longa Chuva Negra (1989), do japonês Shohei Imamura, recria ficcionalmente o sofrimento daqueles que viveram com os efeitos destrutivos da radiação.
Fonte: divulgação
Serviço:
49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
De 16 e 30 de outubro de 2025.
Programação (em breve) e salas de exibição no site oficial do evento.