Arco

Título original: Arco

Direção: Ugo Bienvenu, Gilles Cazaux

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 26/02/2026

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 7/10

Arco, animação coproduzida entre França e Estados Unidos, concorre ao Oscar de Melhor Longa de Animação em 2026. Como diferencial, dentro da ficção-científica como um gênero, se destaca a projeção de dois futuros. No filme, o presente é o ano de 2075, quando a menina Iris encontra um garoto da mesma idade, 10 anos, que estranhamente cai do céu de um arco-íris. Não por acaso, ele se chama Arco, completando assim a dupla protagonista Arco e Iris.

Arco vem do futuro, num tempo não definido, que lida melhor com o meio-ambiente. As casas desse futuro são autossustentáveis. As pessoas dormem flutuando no ar, habilidade que a humanidade desenvolveu a ponto de viajar para o passado através dos arco-íris produzidos com um diamante que causa a refração da luz. Mas, Arco ainda não foi devidamente treinado para realizar essas viagens, permitidas apenas para maiores de 12 anos. Por isso, ao tentar voltar para o tempo dos dinossauros, chega por engado à época de Iris.

O futuro provável

Em 2075, Iris vive, como toda a sociedade, cercada de robôs que realizam a maior parte das atividades. Os policiais, os professores, os jardineiros, os limpadores de rua, são todos robôs. Em casa, é o robô Mikki que cuida dos filhos, enquanto os pais ficam ausentes trabalhando, visitando Iris e o seu irmão bebê via chamadas holográficas.

A ação do enredo se concentra na missão de Arco retornar para casa, com a ajuda de Iris. Porém, um trio de vilões atrapalhados está atrás desse menino que desceu em um arco-íris. Eles querem provar que a teoria deles está correta e mostrar para todos que não são tolos. Como encontraram o diamante de Arco, este não consegue fazer a viagem de volta. A trama em si não empolga tanto. Os dois grupos eventualmente se encontram e, depois de se reconciliarem, resolvem todos apoiar a jornada de Arco, que acaba se realizando de outra forma.

A força, e a originalidade maior, do filme está na caracterização do futuro de 2075, um resultado bem provável da nossa evolução, caso nada pior aconteça. A tecnologia predominando na vida da humanidade como ilustrada em Arco nem causa tanta surpresa.

O futuro desejado

O que essa história tem a revelar de mais importante é que esse futuro está a um passo de ser distópico. O que define isso de maneira escancarada, além da delegação de tudo aos robôs, inclusive a criação dos filhos, são os incêndios nas matas. Esse tipo de desastre que já acontece bastante hoje se torna, nesse cenário, mais constante e, por isso, as cidades se protegem com bolhas de vidro que isolam as ruas do fogo. Segundo o filme, a evolução levará a uma vida mais voltada às raízes, sem o uso tão sufocante das tecnologias, uma sociedade autossustentável, que viaja para o passado para aprender mais.

Rara ficção-científica anti-tecnológica, Arco fica entre essa visão fora da caixa para o gênero e uma trama sem muita emoção.

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Ficha técnica:

Arco | 2025 | 82 min. | França, Estados Unidos | Direção: Ugo Bienvenu, Gilles Cazaux | Roteiro: Ugo Bienvenu, Félix de Givry | Vozes de: Swann Arlaud, Alma Jodorowsky, Margot Ringard Oldra, Oscar Tresanini, Vincent Macaigne, Louis Garrel, William Lebghil, Oxmo Puccino, Nathanaël Perrot.

Distribuição: Mares Filmes / MUBI.

Trailer:

Onde assistir:
"Arco" (divulgação/MUBI e Mares Filmes)

Outras críticas:

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