Sérgio Alpendre ministra curso sobre cinema brasileiro a partir de 27/10

O professor e crítico de cinema Sérgio Alpendre, que escreveu vários textos para o Leitura Fílmica, ministra o curso online “Cinema Brasileiro no Auge – Anos 60 e 70”. Realizado pela tradicional Escola no Cinema, o curso terá 8 aulas de 2h30min cada, que acontecerão às 19h nas segundas-feiras a partir de 27 de outubro de 2025 (nota: a data original de início era 6 de outubro).

Sobre o curso

É nos anos 1960 que o cinema brasileiro atinge uma espécie de ápice, após uma relativa queda de público das chanchadas e o clamor por um cinema mais inventivo, em sintonia com o que vinha da Europa e do Japão.

O cinema novo é gestado lentamente nos anos 1950 para explodir em fúria e politização nos anos 1960. Durante essa década, o cinema novo se radicaliza por um lado e se domestica por outro, abrindo uma brecha por onde o cinema marginal poderia entrar.

O cinema marginal entrou com pé na porta com sua estética do terceiro mundo, a força de invenção acima de qualquer outra coisa. Sganzerla, Mojica, Bressane e Candeias, entre muitos outros, começaram a fazer filmes com pouco dinheiro e muita paixão.

Como o japonês, o francês e o italiano, o cinema brasileiro viveu duas fases de uma modernidade arrojada e confrontadora, em sintonia com outras cinematografias da América Latina.

Ao mesmo tempo, os cineastas envelheciam e amadureciam. Seus anseios clamavam por um cinema incentivado pelo estado. A Embrafilme surge como polo de distribuição e, logo depois, produção, alavancando o cinema brasileiro também nas bilheterias, sem abandonar a verve inventiva que sempre caracterizou seus melhores filmes.

Aqui vai um resumo dos oito encontros, com menções a alguns dos muitos filmes que serão mencionados e estudados.

Como a filmografia brasileira é muito rica, sobretudo nesse período, é bem provável que alguns filmes mudem de ordem conforme os encontros nos levarem, e obviamente muitos filmes que não foram mencionados aqui terão algum espaço no curso.

Programa

Aula 1: NASCE O CINEMA NOVO (1955-1963)

– Em busca do realismo: José Carlos Burle, Nelson Pereira dos Santos (nos anos 1950) e Roberto Santos preparam o caminho para o cinema novo.

– Glauber Rocha e Paulo Cezar Saraceni entram no jogo, Nelson Pereira continua com um estouro: Vidas Secas.

– o cinema baiano e as beiradas do cinema novo.

Aula 2: CRESCE O CINEMA NOVO (1964-1966)

– novo estouro: Deus e o Diabo na Terra do Sol.

– Dois Hugos em caminhos paralelos: o caso Walter Hugo Khouri e o caso Carlos Hugo Christensen.

– um cinema rural: Os Fuzis, O Padre e a Moça, A Hora e a Vez de Augusto Matraga.

– a urbanidade em filmes de 1965: A Falecida, São Paulo S/A, O Desafio

Aula 3: CINEMA NOVO DOMESTICADO OU RADICALIZADO (1967-1970)

– terceiro estouro: Terra em Transe.

– os filmes radicais que vieram na esteira de Glauber dentro do cinema novo: Pindorama, Brasil Anos 2000, Os Herdeiros

– Hirszman paz e amor: A Garota de Ipanema.

– poesia pura: O Menino e o Vento, Viagem ao Fim do Mundo, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro.

– engajamento: O Caso dos Irmãos Naves.

Aula 4: MARGINAL, UDIGRUDI OU DE INVENÇÃO? (1967-1974)

– o genial Ozualdo Candeias: A Margem, Meu Nome é Tonho, A Herança.

– Rogério Sganzerla começa sua revolução.

– Júlio Bressane começa sua curtição.

– desponta José Mojica Marins.


Aula 5: CINEMA DA AUDÁCIA (1970-1973)

– Sganzerla e Bressane na Belair.

– Andrea Tonacci e seu Bang Bang.

– Luiz Rosemberg Filho chega para quebrar estruturas.

– Geraldo Veloso: da crítica à realização.

– Tereza Trautman e o censurado Os Homens que eu Tive.

Aula 6: EMBRAFILME E PORNOCHANCHADAS (1970-1974)

– Reginaldo Faria e Pedro Carlos Rovai nas comédias eróticas.

– Glauber no exílio.

– quarto estouro do cinema novo: São Bernardo.

– Carlos Manga e seu O Marginal.

Os Inconfidentes e Amuleto de Ogum: os cineastas rebeldes fazem cinema de arte.

Aula 7: CINEMA NOVO OFICIALIZADO E NOVOS AVENTUREIROS (1975-1980)

– os fenômenos de bilheteria: Xica da Silva, Dona Flor e seus Dois Maridos, A Dama do Lotação.

– oficializado pero no mucho: A Lira do Delirio.

– Walter Hugo Khouri em forma no seu caminho paralelo.

– Ana Carolina, a maior de nossas cineastas.

Aula 8: A BOCA DO LIXO PAULISTANA (1976-1983)

– erótico politizado: Carlos Reichenbach.

– erótico poetizado: Jean Garrett.

– erótico psicanalizado: Walter Hugo Khouri.

– outros diretores que passaram pela boca.

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Serviço:

Curso online: “Cinema Brasileiro no Auge – Anos 60 e 70”

De 27 de outubro a 15 de dezembro de 2025

Segundas-feiras, das 19h às 21h30 

20h horas em 8 encontros

contatoescolanocinema@gmail.com

Investimento:

R$ 400,00 (à vista)

R$ 360,00 (desconto de 10%, para pagto até 25/09)

Após o terceiro curso, realizado no Escola no Cinema, desconto de 20% para pagamento à vista: R$ 320,00

Sócios do Clube do Professor, desconto de 35% para pagamento à vista: R$ 260,00

Aula avulsa: R$ 100,00

* A inscrição será confirmada após o pagamento.

** Se você é professor, aproveite e cadastre-se já para obter o desconto no próximo curso.

*** Dia 06/10  – Aula inaugural – cada aluno inscrito poderá trazer um convidado

Vagas: 30 pessoas (mínimo de 15 para a realização do curso)

Inscrições no site da Escola no Cinema: https://www.escolanocinema.com.br/cinema-brasileiro-no-auge-anos-60-e-70

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