EXPOSIÇÃO STANLEY KUBRICK

A exposição internacional “Stanley Kubrick” está em São Paulo no MIS – Museu da Imagem e do Som. Vale a pena visitar a mostra do diretor nova-iorquino organizada pela parceria Deutsches Filmmuseum, Christiane Kubrick e The Stanley Kubrick Archive da University of the Arts London.
Como as exposições modernas, a experiência não é apenas visual, mas multissensorial. Além de centenas de fotos, objetos de cena, roteiros originais, livros anotados pelo diretor, equipamentos, móveis e roupas (sim, tudo isso!), é possível assistir vídeos com cenas raras das filmagens e depoimentos, e, entrar em ambientes decorados especialmente para cada obra.
No espaço dedicado ao filme de terror “O Iluminado”, entramos em corredores escuros, decorados com antigos papéis de parede e sonorizados com efeitos e música do filme, onde os objetos expostos estão atrás das supostas portas dos quartos do hotel onde a trama acontece. Em exposição, destacam-se os vestidos das gêmeas, o suéter do menino, a faca que atravessa a porta e quase atinge a personagem de Shelley Duvall, o machado da cena final. Entre os documentos, ganham especial atenção as cartas de Saul Bass ao diretor com suas sugestões de desenhos, e as respostas de Kubrick.
Na sala de “Barry Lindon”, vemos muitos candelabros requintados, vários figurinos de época e uma enorme câmera de filmagem.
Em “Lolita”, os visitantes podem espiar com lentes de aumento, as fotos em miniatura da personagem principal, como se tal ato fosse proibido. Esse sentimento de voyeurismo continua no espaço “De Olhos Bem Fechados”, onde você caminha por um corredor com muitas máscaras, e logo depois percebe que essas máscaras podem ser usadas por outros visitantes para observar através das paredes, dando a estranha sensação de que alguém podia estar de olho em você enquanto você estava no corredor. Um sentimento inteligentemente ligado ao filme.
Nas salas de “Laranja Mecânica”, há uma parede formada por televisores, os móveis explicitamente eróticos do filme e uma réplica do figurino de Alex. Um disco de ouro pelas vendagens de sua trilha sonora também está à exposição.
Existe até um espaço para os filmes que nunca foram realizados, “Napoleão” e “Argan Papers”.
Um tabuleiro de xadrez, muito usado por Kubrick nas pausas das sessões de filmagem, se encontra na área de “Dr. Fantástico”.

Talvez até porque os ambientes possuem baixa iluminação, quando se entra na grande sala dedicada a “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, o impacto é surpreendente. A extrema brancura e forte iluminação remetem o visitante ao ambiente claro e limpo de uma espaçonave. No centro de tudo, um monólito negro. Ao redor, figurino do homem das cavernas em contraponto com o do astronauta e o estranho “starchild”. A mostra ainda permite o privilégio de estar a poucos centímetros de uma estatueta do Oscar – que o filme recebeu por melhores efeitos visuais. 

A mostra fica até o dia 12 de janeiro de 2014 no MIS. Maiores informações em: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1393
Em cada porta do cenário do hotel no espaço “O Iluminado”, uma peça da exposição.
Ao lado da projeção do filme, o papel de parede antigo de “O Iluminado”.
O machado da cena final de “O Iluminado”
As anotações detalhadas de Kubrick para o cameraman de “Barry Lindon”.
As famosas claquetes fazem parte da mostra.
A enorme câmera usada por Kubrick em “Barry Lindon”.
A estátua do Oscar de “2001” está na exposição.
Uma rara oportunidade de estar perto de uma estatueta do Oscar.
Um monólito negro ao centro da sala de “2001”.
Pode-se observar outros visitantes através das máscaras de “De Olhos Bem Fechados”.