13 Dias, 13 Noites

Título original: 13 Jours, 13 Nuits

Direção: Martin Bourboulon

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 26/03/2026

Gênero: , ,

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 6/10

O diretor Martin Bourboulon se tornou um confiável diretor de grandes produções na indústria cinematográfica francesa. Seus três últimos longas indicam isso: Eiffel (2021), Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan (2023) e Os Três Mosqueteiros: Milady (2023). E indicam também que ele pode ser um ótimo executor de projetos, mas dirige de forma um tanto burocrática. Nenhum destes filmes anteriores empolga muito. Seu novo lançamento, 13 Dias, 13 Noites, também não.

Baseado no livro de Mohamed Bida, 13 Dias, 13 Noites recria a operação de evacuação da embaixada da França em Cabul a partir de 15 de agosto de 2021. A situação dramática resulta da saída das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão, com o consequente avanço do Talibã sobre Cabul.

Um filme de negociações

O autor do livro, o comandante Mohamed Bida (Roschdy Zem), lidera a sua equipe enquanto responsáveis pela segurança da embaixada da França, a última missão ocidental ainda aberta na cidade. Bida tem a missão de conduzir cerca de 500 pessoas que se refugiaram na embaixada até o aeroporto para evacuá-las para a França.

A coprotagonista do filme é Eva (Lyna Khoudri), uma membra de uma associação humanitária que Bida recruta para ajudá-lo como tradutora na negociação com os talibãs. Há uma cena tensa em que os dois conversam com o líder talibã que cerca a embaixada, mas no final tudo corre bem.

Já na parte final, a mãe de Eva e a jornalista Kate (Sidse Babett Knudsen) estão no último ônibus do comboio para o aeroporto, veículo que fica preso numa passarela e os passageiros precisam percorrer os últimos quilômetros a pé. Chegando lá, tentam furar a multidão de pessoas que querem invadir o aeroporto e fugir do país. É o clímax de tensão do filme, o único momento de ação propriamente dita, pois todo o restante acompanha a nervosa negociação com os talibãs.

Por se basear num evento real, 13 Dias, 13 Noites se preocupa demais em ser fiel aos acontecimentos. Por isso, não há quase nenhuma cena de ação e suspense. A tensão existe somente por causa da situação, porque os invasores talibãs já tomaram as ruas de Cabul e talvez não respeitem as leis internacionais que protegem os estrangeiros refugiados na embaixada francesa.

Esse tema não é facil de se adaptar para o cinema. Filmes recentes nem sempre conseguiram transpor essa tensão para as telas. Escape from Mogadishu (2021), de Seung-wan Ryoo, é uma exceção. Mas, o brasileiro Ainda Somos os Mesmos (2024), de Paulo Nascimento, não alcança um bom resultado. O burocrático Martin Bourboulon faz uma direção correta, mas entrega uma experiência apenas um ponto acima da média.

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Ficha técnica:

13 Dias, 13 Noites | 13 Jours, 13 Nuits | 2025 | 112 min. | França, Bélgica | Direção: Martin Bourboulon | Roteiro: Martin Bourboulon, Alexandre Smia | Elenco: Roschdy Zem, Lyna Khoudri, Sidse Babett Knudsen, Christophe Montenez, Sina Parvaneh, Yan Tual, Fatima Adoum, Shoaib Saïd, Sayed Hashimi, Nicolas Bridet, Grégoire Leprince-Ringuet, Athena Strates.

Distribuição: California Filmes.

Trailer:

Onde assistir:
Lyna Khoudri em "13 Dias, 13 Noites" (divulgação//California Filmes)

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