Extermínio: A Evolução

Título original: 28 Years Later

Direção: Danny Boyle

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 19/06/2025

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 7,5/10

Extermínio 2 (28 Weeks Later, 2007), de Juan Carlos Fresnadillo, é tão bom quanto Extermínio (28 Days Later, 2002), mesmo sem contar com a direção de Danny Boyle e roteiro de Alex Garland. Apesar disso, a dupla original retorna para esta tardia continuação Extermínio: A Evolução (28 Years Later, 2025).

O Danny Boyle frenético de Trainspotting: Sem Limites (1996) aparece na parte inicial de Extermínio: A Evolução. Uma pulsante mistura de planos curtos intercalados com trechos de origens diversas (registros jornalísticos, filmes, detalhes violentos etc.), acompanhada de uma estranha narração ritmada, provoca uma sensação inquietante, nervosa no espectador. Desta vez, esse arranjo alucinado não retrata jovens drogados, mas o desespero de uma raça humana à beira da extinção por causa de um vírus contagioso.

Para conter o contágio, a humanidade decretou o isolamento da Grã-Bretanha e o extermínio de quem ali permanecesse. Como o título informa, décadas se passaram. Agora, os contaminados se encontram em diferentes níveis de evolução. Além daqueles que surgiram nos filmes anteriores, existem os zumbis gordos que se arrastam para se locomover, e os alfas, maiores e mais fortes.

O roteiro de Alex Garland conquista o espectador ao colocar como protagonista um menino de 12 anos, chamado Spike (Alfie Williams). Ele inicia sua primeira saída da ilha onde está a vila onde ele e os demais habitantes moram com certa segurança. Acompanhando o pai Jamie (Aaron Taylor-Johnson), o garoto enfrenta o seu rito de passagem, que consiste em caçar os zumbis no continente. Por ser novato, sua vulnerabilidade é latente, e essa fraqueza ganha a empatia do público.

A experiência se prova extenuante. Spike é capaz de matar um zumbi rastejante, mas não um infectado médio, e muito menos um alfa. Até o último instante, Danny Boyle segura a tensão para saber se o menino sobreviverá.

Tenso, emotivo, desesperançoso

Como nos filmes anteriores, os personagens secundários, que orbitam ao redor do protagonista, aparecem e somem durante a jornada. É o que se passa com Spike, que, transformado pela primeira caçada e por outros fatos que sobrevieram, resolve se lançar de novo no continente. Desta vez, sozinho levando a mãe Isla (Jodie Comer) até o Dr. Kelson (Ralph Fiennes), um médico que vive isolado na floresta, para descobrir qual a doença que a aflige. Antes de chegar até o destino, cruza com um soldado sueco, e testemunha o nascimento de um bebê não infectado, que Isla decide carregar.

Os alfas são extremamente violentos. Com sua força descomunal, conseguem matar arrancando a cabeça da vítima junto com a sua espinha dorsal. Os ataques, além disso, podem acontecer a qualquer momento, e o clima é tenso o filme inteiro. Mas, há espaço para um momento tocante, a morte de uma personagem, passagem que ensina sobre a inevitabilidade da morte.

Extermínio: A Evolução termina com um encerramento que destoa do restante do filme, pois envolve uma turma de jovens em uniformes coloridos que matam zumbis por prazer. Parece até que acontece tempos à frente. Mas, é um trecho importante porque explica o corpo pendurado que Spike e seu pai haviam encontrado na ida ao continente. Acima de tudo, atesta uma visão de descrença no ser humano, capaz de se divertir com uma atrocidade destas. Afinal de contas, foram os próprios humanos que criaram esse vírus maldito.

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Ficha técnica:

Extermínio: A Evolução | 28 Years Later | 2025 | Reino Unido, EUA | Direção: Danny Boyle | Roteiro: Danny Boyle, Alex Garland | Elenco: Alfie Williams, Aaron Taylor-Johnson, Jack O’Connell, Ralph Fiennes, Jodie Comer, Emma Laird, Erin Kellyman, Edvin Ryding.

Distribuição: Sony Pictures Brasil.

Trailer:

Onde assistir:
Aaron Taylor-Johnson e Alfie Williams em "Extermínio: A Evolução"

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