O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997) deixou a impressão de que Steven Spielberg estava um pouco desinteressado. De fato, em seguida, ele não faria mais filmes tão direcionados a se tornarem blockbusters assim. Dirigiu Amistad (1997), O Resgate do Soldado Ryan (1998) e A.I.: Inteligência Artificial (2001), e passou o bastão para Joe Johnston assumir a função em Jurassic Park III.
Johnston se tornou uma opção promissora porque dirigira o sucesso Jumanji (1995), filme inserido também no gênero de ação e fantasia. E, que também se apoiava bastante nos efeitos especiais e visuais, como acontece nos filmes Jurassic Park.
Curiosamente, enquanto O Mundo Perdido: Jurassic Park trouxe de volta Jeff Goldblum do elenco de Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993), desta vez quem retorna é Sam Neill (no papel de Dr. Grant). Laura Dern faz uma participação pequena como Ellie, que se casou e tem um filho.
Grant continuou na área e se especializou no estudo de raptores. Por isso, o milionário Paul Kirby (William H. Macy), junto com sua ex-esposa Amanda (Téa leoni), propõe que ele os acompanhe num passeio aéreo sobre a Ilha Sorna, o local das primeiras pesquisas da InGen e cenário do segundo filme da franquia. Porém, logo no início da jornada, a verdade vem à tona. Paul e Amanda vão até a ilha para procurar o filho que desapareceu enquanto voava ao redor puxado por uma lancha (evento mostrado no prólogo do filme).
Novos dinossauros
A partir dessa premissa de encontrar e salvar o garoto, O Mundo Perdido: Jurassic Park tenta inovar trazendo novos dinossauros para a tela. O principal deles é o pterodátilo, cuja sombra até aparece no poster do filme. Mas, sua aparição decepciona, pois a computação gráfica não consegue esconder o recorte ao redor de sua figura, deixando-o bem artificial. Por outro lado, funciona bem o momento do plano geral contemplativo dos animais herbívoros jurássicos, embora já não conte com o impacto da surpresa.
O ponto alto desse fechamento da trilogia Jurassic Park se inspira naquele pioneiro filme King Kong (1933), de Merian C. Cooper, quando o gorila gigante luta contra um tiranossauro rex. Desta vez, o duelo envolve um tiranossauro rex e um espinossauro.
A resolução da aventura acontece de forma fácil demais, o que deixa ainda mais evidente que o material se esgotou. A novidade dos efeitos visuais que criaram dinossauros muito realistas interagindo com humanos deslumbrou no primeiro filme, mas já não era suficiente para o espectador das sequências. O limite da tecnologia determinou o fim da franquia. Transformando essa limitação numa premissa, surgiria uma nova série de filmes a partir de Jurassic World (2015), trabalhando a ideia de animais modificados para retomar o interesse do público que queria mais do que os dinossauros conhecidos.
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Ficha técnica:
Jurassic Park III | 2001 | 92 min. | EUA | Direção: Joe Johnston | Roteiro: Peter Buchman, Alexander Payne, Jim Taylor | Elenco: Sam Neill, William H. Macy, Téa Leoni, Alessandro Nivola, Trevor Morgan, Michael Jeter, John Diehl, Taylor Nichols, Laura Dern.



