Love Kills

Título original: Love Kills

Direção: Luiza Shelling Tubaldini

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 21/05/2026

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 6/10

Com visual estilizado, o terror brasileiro Love Kills lida com vampiros para falar sobre violência contra mulher.

A trama acontece no centro de São Paulo, filmado à noite, com cores fortes e enfatizando as construções antigas que inserem uma aparência gótica apropriada para esse cenário. O artificialismo que resulta da reunião desses elementos não incomoda, porque se trata de uma adaptação de graphic novel (de Danilo Beyruth) e produções com essa origem costumam apresentar uma aparência rebuscada.

Helena (Thais Lago) é uma vampira que caça vítimas à noite para se alimentar. Na primeira cena, ela seduz um homem numa balada e depois suga todo o sangue dele. O outro protagonista é Marcos (Gabriel Stauffer), um ex-presidiário que tenta reconstruir a sua vida trabalhando como garçom no bar de um amigo de sua mãe. Helena frequenta esse lugar todas as noites para tomar um café. Marcos costuma atender essa cliente misteriosa que nunca fala nada. Na verdade, esse mistério só funciona para Marcos, pois o espectador a ouviu conversar na balada para atrair a sua presa.

Marcos se sente atraído por ela, e ao tentar seguí-la, a flagra lutando com outro vampiro, descobrindo assim o seu segredo. Esta e as outras cenas de ação não comprometem. Embora não contem com coreografias elaboradas, são construídas com vários planos curtos, montados competentemente, e efeitos visuais bacanas (a tremida localizada funciona bem). Os efeitos sonoros também se destacam, a ponto de entusiasmar o uso frequente demais do vampiro oponente soltando um urro enquanto abre a boca para mostrar a agressividade com seus dentes afiados.

Lento e falado demais

O filme, apesar dos ataques dos vampiros e das lutas, sofre com um ritmo lento, sensação que predomina por conta da falação exagerada e das cenas dispensáveis. A verborragia tenta explicar o enredo, mas não consegue e só chateia. Entre os trechos dispensáveis está a mal encenada sessão de cinema em que Marcos dá risadas enquanto assiste a Nosferatu (1922), de F.W. Murnau.

O que move a narrativa é a eminente chegada de Leander (Erom Cordeiro), um vampiro poderoso que persegue Helena porque não consegue aceitar o fim do relacionamento deles. Essa má experiência a deixa receosa de iniciar uma nova relação com Marcos, que declara que está apaixonado por ela (num trecho um tanto juvenil que lembra a série Buffy, a Caça-Vampiros [1997-2003]). O romance dá vazão ao tom sensual que permeia todo o filme, estimulado pelo figurino da protagonista vampira. Enfim, encontra-se aí e no título do filme o tema da violência de gênero, endereçando o problema dos homens que agridem a mulher que decide largá-lo.

Love Kills, primeiro longa da diretora Luiza Shelling Tubaldini, acerta na estética, mas tropeça na narrativa truncada de uma analogia simplória sobre um tema sério.

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Ficha técnica:

Love Kills | Love Kills | 2025 | 95 minutos | Brasil | Direção: Luiza Shelling Tubaldini | Roteiro: Luiza Shelling Tubaldini | Elenco: Thais Lago, Gabriel Stauffer, Erom Cordeiro, Tainá Medina, Iuri Saraiva, Marat Descartes.

Distribuição: O2 Play.

Trailer:

https://youtu.be/O8myvuJrpn0?si=5UCHtZFbtl7b4JI_

Outras críticas:

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