Olho por Olho

Título original: Eye for an Eye

Direção: Colin Tilley

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 13/02/2026

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 5,5/10

Olho por Olho, terceiro longa do diretor Colin Tilley, é uma mistura de erros e acertos dentro do terror sobrenatural.

O filme se preocupa em construir uma mitologia para sustentar a criatura do além que centraliza o enredo. Nesse processo, enfatiza a crítica ao bullying, tema muito recorrente no gênero, principalmente em produções estadunidenses, mirando um problema enraizado nessa sociedade.

Em uma pequena cidade na Flórida, anos atrás um menino cego morreu depois de sofrer abusos de outros garotos. Enterrado perto de uma enorme árvore centenária, seus fluídos se mesclaram com a terra e dessa mistura surgiu o Sr. Sandman, um ser vingativo que pune quem pratica o bullying. A princípio, ele arranca os olhos da sua vítima, mas a punição que se vê nas telas envolve outras maldades.

Aos 17 anos, Anna Reeves (Whitney Peak) perde os pais em um acidente automobilístico e precisa se mudar de Nova York para casa da sua avó cega May Roberts (S. Epatha Merkerson) na Flórida. O espectador logo descobre que a perda da visão tem relação com o Sr. Sandman. Quando era jovem, ela machucou a sua irmã Patti (Golda Rosheuvel), e esta invocou o castigo escrevendo o nome de May na árvore do justiceiro sobrenatural. Mas, não é esse fato que vai impactar a vida de Anna.

O problema dela é que ela se junta a um casal de arruaceiros – Julie (Laken Giles) e Shawn (Finn Bennett) – e, certo dia, o rapaz judia de um menino que andava de patins pela estrada. Revoltado com o abuso que sofreu, o garotinho escreve o nome dos três na árvore do Sr. Sandman.

Entre erros e acertos

Olho por Olho explora as alucinações e os pesadelos para demonstrar o processo de vingança contra esses três personagens. Cria-se, assim, um jogo que começa como se fosse real para depois mergulhar em eventos surreais e mortais. Aliás, o prólogo do filme já indicava que esse dispositivo seria usado. Parte das cenas funcionam, parte não, mas certamente elas remetem aos filmes da franquia A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street), cujo vilão ataca durante o sono.

A direção de Colin Tilley acerta ao movimentar bastante a câmera, majoritariamente usando um tripé, mas também o dolly e, talvez, uma steady-cam. É uma característica que se adequa ao terror – e, por isso, muitos cineastas maneiristas gostam de começar a sua carreira neste gênero. Porém, o uso recorrente da lente grande angular aqui não consegue provocar a sensação de estranheza que pretende, e só atrapalha ao distorcer os objetos e pessoas que estão nas extremidades laterais do plano. Além disso, algumas cenas ficaram confusas, porque não foram bem filmadas. Por exemplo, aquela em que Julie está na banheira.   

Enfim, a direção tem os seus deslizes, mas não comprometem demais, e o mesmo se pode pensar do roteiro pouco criativo e que não consegue trabalhar bem as duas histórias paralelas que conta. Olho por Olho está em mãos competentes, mas que ainda precisam de experiência para produzir um resultado melhor.

___________________________________________

Sinopse:

Após perder os pais e se mudar para uma nova cidade, uma jovem é cúmplice de um ato de assédio e se torna presa de uma força sobrenatural que pune os agressores ao rondar seus sonhos e devorar seus olhos.

___________________________________________

Ficha técnica:

Olho por Olho | Eye for an Eye | 2025 | 100 min. | Estados Unidos | Direção: Colin Tilley | Roteiro: Elisa Victoria, Michael Tully | Elenco: Whitney Peak, Laken Giles, Finn Bennett, Golda Rosheuvel, S. Epatha Merkerson.

Distribuição: HBO Max.

Trailer original:

Onde assistir:
Whitney Peak em "Olho por Olho" (divulgação/HBO Max)

Outras críticas:

Rolar para o topo