Os 20 melhores filmes de 2025

Em 2025, o cinema brasileiro se fortaleceu com o impulso dado pelo sucesso de Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles. Com várias produções acima da média ao longo do ano, cinco filmes nacionais estão entre os 20 melhores do ano, nesta lista que lanço agora, depois de concluir o rescaldo daqueles longas que não tinha visto ainda.

O cinema de terror também marcou forte presença, o que me motivou a lançar uma lista especializada no gênero, publicada em 11 de dezembro.

Entre os filmes mais esperados, a maioria esteve à altura, embora sem conseguirem ser a obra-prima que seus realizadores poderiam produzir. Decepcionaram, entretanto, Yorgos Lanthimos (Bugonia), Lynne Ramsay (Morra, Amor) e Luca Guadagnino (Depois da Caçada).

Na lista que apresento aqui, vale ressaltar que o componente emocional pesou bastante, principalmente nas primeiras posições. Talvez a maioria dos cinco melhores não entre na lista de outras pessoas, mas todos são filmes que me impactaram com força durante a sessão.

Vamos para a lista.

Os 20 melhores filmes de 2025

1º – A Vida de Chuck (The Life of Chuck, de Mike Flanagan). A parceria entre Flanagan e Stephen King nunca atingiu, e talvez nunca mais atinja, um estado de arte tão elevado quanto neste sensível drama fantástico. O número musical foi o momento que mais me emocionou no cinema em 2025.

2ª – O Agente Secreto (de Kleber Mendonça Filho). Pela segunda vez, o diretor abraça o cinema de gênero sem perder seu autorismo. O resultado é uma nova obra-prima.

3º – Oeste Outra Vez (de Erico Rassi). O Brasil sabe fazer excelentes faroestes, adaptando o gênero às condições climáticas e sociais daqui. Este surpreende por fazer rir sem perder a seriedade.

4º – Desconhecidos (Strange Darling, de JT Mollner). Um quebra-cabeças meticulosamente planejado para conduzir o espectador a raciocinar como o diretor Mollner deseja. Foi mal lançado por aqui e poucos o viram. Coloquei no top 1 da minha lista de melhores do terror do ano.

5º – Trilha Sonora Para um Golpe de Estado (Soundtrack to a Coup d’Etat, de Johan Grimonprez). Exemplo de bom documentário, trata um evento histórico com uma abordagem abrangente, desenvolvendo as suas repercussões e explicando o cenário mundial da época, sem deixar de fora um inspirado toque artístico.

6º – Memórias de um Caracol (Memoir of a Snail, de Adam Elliot). Animação realizada magistralmente em stop motion, o filme trata de temas maduros e não é recomendado para crianças. Um dos longas de animação mais tristes já realizados.

7º – Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson). Uns amaram, outros odiaram. Fazendo das fórmulas do gênero a sua própria combinação, Paul Thomas Anderson empolga sem cair no lugar-comum. A perseguição de carros no final é simplesmente eletrizante!

8º – A Hora do Mal (Weapons, de Zach Cregger). Dentro do gênero terror, este é o que mais vai ser citado nas listas dos melhores do ano. Sustenta o mistério e decifra-o através de uma estrutura narrativa engenhosa. A conclusão é apoteótica.

9º – F1: O Filme (F1, de Joseph Kosinski). Dentro do cinemão espetáculo hollywoodiano, este é o melhor do ano. A história é ficcional, mas o filme consegue captar a emoção do universo da Fórmula 1, desde que visto na telona do cinema com o som bem alto.

10º – Faça Ela Voltar (Bring Her Back, de Danny Philippou e Michael Philippou). Outro grande filme de terror de 2025, indicado apenas para os mais radicais. É uma experiência perturbadora, com cenas de fazer fechar os olhos para não ver o que está na tela.

11º – Juntos (Together, de Michael Shanks). Terror psicológico materializado em aterradores corpos fundidos. Um roteiro inteligente valorizado pelas ótimas atuações de Dave Franco e Alison Brie.

12º – Serra das Almas (de Lírio Ferreira). Cinema de gênero pernambucano com gosto de Tarantino.

13º – Manas (de Marianna Brennand). Filme-denúncia que nunca perde a sensibilidade ao tratar de um tema delicado. A bela estreia da diretora angariou apoio de celebridades internacionais.

14º – The Mastermind (The Mastermind, de Kelly Reichardt). A diretora molda o gênero do filme policial ao seu cinema autoral do ritmo lento e do anticlímax.

15º – Valor Sentimental (Affeksjonsverdi, de Joachim Trier). Retrata o drama denso da relação rompida que não se resolve com fórmulas tradicionais. Bem-vinda volta do diretor ao gênero.

16º – Foi Apenas um Acidente (Yek Tasadef Sadeh, de Jafar Panahi). O diretor iraniano se abre para um público maior, mas sem trair sua essência. Flerta com o cinema de gênero enquanto evidencia o seu lado humanista.

17º – A Garota Canhota (Zuopiezi Nuhai, de Shih-Ching Tsou). O cinema independente de Sean Baker made in Taiwan.

18º – Os Enforcados (de Fernando Coimbra). Marca o retorno do diretor ao filme policial dos crimes impactantes, num estilo mais ousado, que explora o humor sombrio e um notável viés artístico.

19º – O Retorno (The Return, de Uberto Pasolini). Esta versão mais orgânica da famosa obra de Homero revela o que provavelmente moveu o autor a criar seu épico.

20º – Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe (Put Your Soul on Your Hand and Walk, de Sepideh Farsi). O outro documentário que entra nesta lista emociona pela triste morte da protagonista, que no filme exala resiliência e esperança em meio à guerra em Gaza. De cortar o coração.  

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