Estrelado por Keanu Reeves, Sibéria transforma uma trama criminosa sobre tráfico internacional de diamantes em filme de espionagem. Neste segundo longa do diretor americano Matthew Ross, predomina uma sensação forte de frieza, não só pela região onde se passa a sua história, indicada no título. O tom gelado resulta também da ausência de humor, dos personagens masculinos duros e do próprio enredo em si, que não desperta emoções. Algumas ousadias sexuais, sem nada explícito, são insuficientes para esquentar o filme.
A única exceção é a personagem Katya, interpretada pela romena Ana Ularu. Dona de uma cafeteria, ela não tem nenhum envolvimento com o crime. Porém, inicia um caso amoroso com o traficante americano Lucas Hill, vivido por Keanu Reeves. Mas, o romance surge do nada, Katya se sente intensamente apaixonada sem que essa construção apareça nas telas. E a vida de ambos passa a correr sérios riscos quando Lucas é forçado a vender diamantes falsos a um perigoso chefão do crime russo.
Como o seu famoso personagem John Wick, o Lucas Hill fala russo. Mas, as semelhanças param aí. O protagonista de Sibéria é oco, sem nenhuma substância. O filme não explica os motivos de sua frieza, que parece repelir a terna aproximação de Katya. Nem tampouco esclarece qual é a sua relação com a sua esposa, interpretada por Molly Ringwald (estrela do brat pack dos anos 1980), a quem ele trai nessa viagem.
A premissa demasiadamente tênue é incapaz de sustentar o enredo, que parece simples demais. O final seco combina com o restante do filme, mas não surpreende. Só confirma a impressão de que é uma grande perda de tempo.
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Ficha técnica:
Sibéria | Siberia | 2018 | 104 min. | Alemanha, Estados Unidos, Canadá | Direção: Matthew Ross | Roteiro: Scott B. Smith | Elenco: Keanu Reeves, Ana Ularu, Pasha D. Lychnikoff, Molly Ringwald, Veronica Ferres, Aleks Paunovic.









