Terror na Antártida

Título original: Whiteout

Direção: Dominic Sena

Ano de lançamento: 2009

Data de estreia no Brasil: 04/12/2009

Gênero: ,

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação:

2.5

/5

O título nacional, Terror na Antártida (escolha comercial que não é a tradução do original “whiteout”, que significa nevasca), remete propositalmente a O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982), de John Carpenter. Essa estratégia picareta pode atrair o público para o cinema, mas leva a uma inevitável frustração. Afinal, Terror na Antártida não é um filme de terror, e sim um suspense policial.

E o pior é que a trama se desenrola de uma forma que permite especular que se trata de um fenômeno sobrenatural. E essa possibilidade aumenta a decepção.

O filme começa com um prólogo no passado, em 1957. Um pequeno avião que transporta contrabando cai na Antártida, depois de uma briga entre os tripulantes. No presente, na mesma região, existe uma base de pesquisa científica internacional. Kate Beckinsale interpreta Carrie Stetko, a agente policial dos Estados Unidos responsável pela estação.

Prestes a começar o período de hibernação, quando o inverno rigoroso impede o trabalho local, um dos pesquisadores é encontrado morto. Ao investigar o caso, Carrie sofre o ataque de um homem encapuzado, mas sobrevive. Enviado pela ONU, o agente Robert Pryce (papel de Gabriel Macht), ajudará a descobrir o que aconteceu. Além deles, o médico veterano Dr. John Fury (vivido por Tom Skerritt) integra a reduzida equipe que continua na base durante o recesso invernal.

Conforme a história avança, mais adquire os contornos de um filme de investigação policial, com o mistério de um whodunit. De fato, o que move o enredo é descobrir quem é o culpado e seus motivos.

Um filme policial competente

Terror na Antártida adapta a graphic novel “Whiteout” de Greg Rucka e Steve Lieber. A direção é de Dominic Sena, especialista em videoclipes que tinha feito os longas Kalifornia (1993), 60 Segundos (2000) e A Senha: Swordfish (2001).

Em Terror na Antártida, Dominic Sena sustenta a tensão pelo perigo que a protagonista corre e a curiosidade para desvendar quem é o assassino, que só pode ser uma das poucas pessoas que restaram na estação. O ideal seria descobrir antes do recesso, e daí surge uma corrida contra o tempo para que resolvam o caso antes da chegada da nevasca.

Os efeitos visuais, quando recorrem à computação gráfica, deixam a desejar. O acidente aéreo no prólogo e a chegada da tempestade parecem bem artificiais. Já as filmagens em locações no Canadá, junto com efeitos especiais práticos, são bem convincentes. Os flashbacks amarelados, que reconstroem gradativamente o trauma da protagonista que a fez escolher trabalhar nesse lugar inóspito – mas teoricamente tranquilo – são bem feios, se assemelham a produções em vídeo com estilização extrapolada na pós-produção.

A revelação do mistério não chega a ser surpreendente. A identidade do assassino talvez cause alguma surpresa, mas os motivos nem tanto. Há uma certa frieza nos personagens em cena nesse clímax que causa estranheza.

Como veredito final, afastando a falsa expectativa de uma trama sobrenatural, Terror na Antártida se sustenta.

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Ficha técnica:

Terror na Antártida | Whiteout | 2009 | 100 min. | Estados Unidos, França, Canadá | Direção: Dominic Sena | Roteiro: Jon Hoeber, Erich Hoeber, Chad Hayes, Carey W. Hayes | Elenco: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Tom Skerritt, Columbus Short, Alex O’Loughlin.

Distribuição: Warner Bros. Pictures.

Onde assistir:
Tom Skerritt e Kate Beckinsale em "Terror na Antártida"

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