Um Cabra Bom de Bola

Título original: GOAT

Direção: Tyree Dillihay

Ano de lançamento: 2026

Data de estreia no Brasil: 12/02/2026

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação:

3

/5

Um Cabra Bom de Bola é uma metáfora hiperbolizada do universo do basquete americano.

Antes de iniciar a crítica do filme em si, como em textos recentes apontei casos ruins de adaptação de títulos, preciso elogiar as escolhas feitas para Um Cabra Bom de Bola. O título original, GOAT, é uma abreviação para “Greatest Of All Time”. A tradução direta, “o maior de todos os tempos”, poderia ser aplicada, mas seria uma opção simplista. Desta forma, desperdiçaria a graça de que o protagonista é um bode (“goat” em inglês), brincadeira que está na origem da proposta do filme. O uso da expressão “cabra bom de bola” consegue abraçar essa ideia inicial abrasileirando o significado do título original. E, de quebra, adiciona um cacófato no nome do personagem (Zeca Brito) inexistente no original.

Basquete nas telas

Dito isto, vamos ao filme. No universo antropomórfico do enredo, os animais são classificados entre pequenos, médios e grandes. Os roedores, por exemplo, são pequenos. Girafas, cavalos, rinocerontes etc. entram no grupo dos grandes. O protagonista, o jovem bode Zeca Brito, está no meio. E, por ser um médio, não é considerado apto a jogar berrobol, uma variante fantasiosa do basquete, jogado em quadras malucas (que lembram opções de cenários de games).

Desde criança, Zeca é fanático por esse esporte, e idolatra a pantera negra Jaque, estrela dos Espinhosos, o time da sua cidade. Agora, na sua adolescência, os Espinhosos e Jaque são alvo de provocações porque nunca ganharam um título sequer. Zeca se tornou um habilidoso jogador de berrobol, mas não consegue uma oportunidade de jogar por ser um animal médio. Até que, numa jogada de marketing da dona do time, ele finalmente ganha uma chance de atuar ao lado de sua ídola. Porém, Jaque se mostra resistente e precisa aprender que, para vencer, deve jogar para a equipe e não só para si mesma.

O longa em animação Um Cabra Bom de Bola consegue transpor para esse cenário fantástico o universo da NBA, a liga de basquete profissional americana. Para isso, se concentra na comunidade negra suburbana, a principal força desse esporte. O codiretor Tyree Dillihay e a maioria do elenco são negros, o que mantém a autenticidade dessa proposta.

Alucinado

O ritmo frenético, por sua vez, busca a adrenalina dos jogos disputados da NBA, nos quais cada segundo e cada ponto importam. Sobressai-se o lema de que não se trata apenas de um jogo, e todo sacrifício vale a pena para conseguir a vitória. As ilustrações impressionistas compõem o cenário ao redor dos personagens, enfatizando a sensação de que o foco está no jogo e nas pessoas, e o entorno não tem relevância. Em vários momentos, porém, a edição extremamente alucinada provoca desconforto, levando o espectador à exaustão.

Um Cabra Bom de Bola mira o público fanático pelo basquete, em especial o americano. Por ser um filme infantil, visa também fisgar o interesse das crianças pelo esporte. Tem êxito em transpor essa paixão para as telas, mas extrapola no ritmo alucinado.

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Ficha técnica:

Um Cabra Bom de Bola | GOAT | 2026 | 95 min. | Estados Unidos | Direção: Tyree Dillihay | Roteiro: Aaron Buchsbaum, Teddy Riley | Vozes de Stephen Curry, Tyrese Gibson, Teyana Taylor, Snoop Dogg.

Distribuição: Sony Pictures Brasil.

Trailer:

Onde assistir:
"Um Cabra Bom de Bola" (divulgação/Sony Pictures)

Outras críticas:

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