Ash: Planeta Parasita

Título original: Ash

Direção: Flying Lotus

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 28/04/2025

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 4/10

Longa de estreia do multiartista Flying Lotus na direção de longas, Ash: Planeta Parasita se perde numa autoimposta obrigação de fazer o espectador sentir o que a protagonista do filme sente. Ela é Riya (Eiza González), uma das tripulantes de uma nave espacial que pousa em um planeta novo. Quando acorda, não se recorda de nada e encontra três de seus colegas mortos, além de uma pessoa desaparecida. Logo, se junta a ela Brion (Aaron Paul), membro da equipe que está há um ano na estação orbital que estuda esse planeta.

Então, para que o público compartilhe a sensação de perda de memória de Riya, o filme está recheado de rápidos flashes de lembranças instantâneas e alguns trechos de flashback um pouco mais longos. Num desses momentos mais extensos, logo no começo, Riya lembra da equipe sentada para uma refeição e já aparecem todos os nomes dos integrantes, inclusive o dela. O que soa bem estranho, considerando sua amnésia. Ainda mais porque, na cena seguinte, no chuveiro, ela reclama sozinha em voz alta que não se lembra de nada.

Confusão

Enfim, o filme segue nessa toada, com vários flashes de memória sem conexão entre si, deixando a protagonista, e o público, em dúvida sobre o que aconteceu ali dentro. A principal questão é: quem matou a tripulação? Foi ela, o misterioso Brion ou a colega desaparecida? O motivo, estranhamente, parece certo (como se eles tivessem assistido a Alien, o 8º Passageiro): o responsável agiu violentamente porque estava contaminado. A suspeita é que o ar do planeta está infectado.

O filme parece não sair do lugar, sempre recorrendo a essas imagens fragmentadas do que aconteceu. E que podem ser falsas lembranças, apenas alucinações. As inserções, além de serem picotadas, estão fora da ordem cronológica, inclusive se repetindo, o que causa confusão no espectador. Se a intenção era deixar o público tão perdido quanto a protagonista, esse objetivo foi atingido. Mas, isso não cria uma boa experiência cinematográfica.

Os trechos objetivos, por outro lado, funcionam bem. Um deles coloca o filme em modo found footage, quando Riya assiste às gravações armazenadas na memória do drone. É um dos momentos mais instigantes. Melhor ainda é a sequência completa do que realmente aconteceu, sob a visão subjetiva de Riya. Uma escolha acertada, e que intensifica a violência extrema desse confronto. Os efeitos visuais e especiais, assim como os cenários impressionam, dando a entender que Ash: Planeta Parasita contou com um orçamento decente. Por isso, reúne no elenco dois nomes conhecidos: Eiza González, de Guerra Sem Regras, e Aaron Paul, da série Breaking Bad. Porém, faltou bagagem para a direção e o roteiro tirarem proveito desses recursos.

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Ficha técnica:

Ash: Planeta Parasita | Ash | 2025 | 95 min. | Estados Unidos | Direção: Flying Lotus | Roteiro: Jonni Remmler | Elenco: Eiza González, Aaron Paul, Iko Uwais, Kate Elliott, Beulah Koale, Flying Lotus.

Distribuição: Amazon MGM Studios / Prime Video.

Trailer original:

Onde assistir:
Eiza González em "Ash: Planeta Parasita"

Outras críticas:

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