Dolly – A Boneca Maldita

Título original: Dolly

Direção: Rod Blackhurst

Ano de lançamento: 2026

Data de estreia no Brasil: 07/05/2026

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 6/10

Adquirido para distribuição pela Shudder, Dolly – A Boneca Maldita é uma produção independente que guarda características de filme B slasher dos anos 1970. Visualmente, essa impressão vem da imagem granulada e da fotografia escura com cores lúgubres. Além disso, a cenografia transmite uma sensação de sujeira e de perturbação por conta das dezenas de bonecas antigas espalhadas tanto na mata quanto na casa da assassina em série da história.

A própria serial killer é uma figura assustadora. Muda, ela gesticula descontroladamente movendo seu corpo gigantesco debaixo de uma horrível roupa vermelha e uma permanente máscara de boneca de porcelana que cobre o que parece ser um rosto desfigurado. Por baixo de sua caracterização está a lutadora de wrestling binária Max the Impaler, vencedora do NWA World Women’s Television Championship.

A trama não pretende inovar. Um casal de namorados, Macy (Fabianne Therese) e Chase (Seann William Scott), fazem um passeio numa floresta isolada. Na trilha, encontram uma quantidade enorme de bonecas penduradas em árvores e colocadas no chão. O prólogo do filme já revelou para o espectador um ato monstruoso da serial killer. Então, quando Chase se separa para investigar um barulho estranho, já dá para prever o que vai acontecer com ele.

Dolly – A Boneca Maldita provoca aquela inquietude própria de filmes de terror de baixo orçamento que, por sua condição de produção independente, não tem restrições quanto ao que pode ou não mostrar. E, de fato, o que se vê nele são cenas de uma violência grotesca que se não estão em produções mais rebuscadas. Os efeitos são práticos, sem computação gráfica, e bem realizados, por isso resultam em uma certa autenticidade amedrontadora.

Momentos perturbadores

Algumas situações do enredo incrementam o incômodo do espectador. Como, por exemplo, a sequência em que a psicopata, que captura Macy para cuidar como se fosse sua bebezinha, tenta alimentá-la com papinhas e leite que ela preparou em sua cozinha decrépita. A reação de nojo da personagem indica o estado de podridão desses alimentos. E, corroborando a ideia de que esta produção indie não tem limites, a serial killer depois tenta dar seu peito para a vítima mamar.

Por outro lado, o filme extrapola quando um personagem consegue ainda caminhar (e falar!) depois de ter sua mandíbula estraçalhada. A própria cena de luta que levou a esse desfecho é também um ponto negativo deste longa, pois é mal filmada e deixa a impressão de que a vítima se entrega fácil demais. Já outros confrontos parecem mais convincentes, embora com alguns erros de edição aqui e ali. A divisão em capítulos soa como um capricho que atrapalha, pois os seus títulos entregam o que vai acontecer em seguida.

Dolly – A Boneca Maldita foi desenvolvido a partir do curta-metragem Babygirl (2022), de apenas 4 minutos, feito pelo seu diretor, Rod Blackhurst. Entre outros trabalhos, o cineasta dirigiu o documentário true crime Amanda Knox (2016) e o policial Caminhos de Sangue (Blood for Dust, 2023), estrelado por Kit Harington. Estreando nos cinemas brasileiros em 7 de maio, este novo filme pode surpreender plateias que esperam um terror B sem graça. À parte os seus problemas, possui momentos perturbadores.

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Ficha técnica:

Dolly – A Boneca Maldita | Dolly | 2026 | 82 minutos | Estados Unidos | Direção: Rod Blackhurst | Roteiro: Rod Blackhurst, Brandon Weavil | Elenco: Seann William Scott, Fabianne Therese, Ethan Suplee, Max the Impaler, Russ Tiller, Michalina Scorzelli.

Distribuição: Paris Filmes.

Trailer:

Onde assistir:
Fabianne Therese em "Dolly - A Boneca Maldita"

Outras críticas:

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