Predador: Terras Selvagens

Poster de "Predador: Terras Selvagens"

Título original: Predator: Badlands

Direção: Dan Trachtenberg

Ano de lançamento: 2025

Data de estreia no Brasil: 06/11/2025

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação: 7/10

Predador: Terras Selvagens é o sétimo longa da franquia, incluindo a animação Predador: Assassino de Assassinos, dirigida por Dan Trachtenberg e Joshua Wassung, mas sem contar os dois crossovers com a franquia Alien. Trachtenberg dirigiu também O Predador: A Caçada (Prey, 2022) e este novo filme, mas nenhuma destas histórias é sequência uma da outra.

Em Predador: Terras Selvagens, Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi) é um jovem predador que decide caçar uma temida criatura chamada Kalisk para provar ao seu clã que não é fraco e que merece ganhar o manto da invisibilidade. Em meio a um evento trágico, é enviado para o planeta Genna, conhecido como as terras selvagens do título do filme. Nesse lugar, o perigo está por toda parte – o mato corta como uma lâmina, as ramificações das árvores podem atacar, as sementes explodem etc.

Dek encontra Thia (Elle Fanning), uma pessoa sintética criada pela Weyland-Yutani, aquela corporação da franquia Alien. Thia está avariada, sem as pernas, que perdeu ao combater a Kalisk. Por isso, Dek a carrega nas costas para usá-la como guia para localizar sua caçada. Enquanto isso, Tessa, a irmã sintética de Thia, lidera um grupo de sintéticos para localizar e capturar Kalisk.

Mais ação que terror

Este é o filme menos sombrio da franquia Predador, pois tem mais ação do que terror. Inclusive, deixa-se influenciar por Star Wars, especialmente nas lutas com espadas com luzes coloridas (verde ou vermelho para diferenciar os oponentes), e na figura fofinha da criatura que os acompanha (apelidada de Bud). A personagem Thia também parece pertencer a esse universo criado por George Lucas, por ser tagarela e falar coisas engraçadas como o C3PO. Há humor em outras oportunidades, como na bizarra luta das pernas de Thia contra outros humanos sintéticos.

E o planeta repleto de criaturas bizarras e perigosas cria uma jornada parecida com os filmes Jurassic (Park e World), onde cada cena prepara uma surpresa para o espectador. Assim, unindo essa característica com a índole agressiva do caçador insaciável de Dek e outros predadores, o filme possui um ritmo acelerado, que só se acalma por uns instantes quando Thia alcança uma nave da Weyland-Yutani para se autorreparar, enquanto Tessa explica a missão da corporação. O filme entra tanto no gênero ação que inclui até uma breve montagem na qual o predador constrói seu armamento com elementos locais.

Um predador humanizado

Contudo, mais do que esse viés de gênero, o que mais diferencia Predador: Terras Selvagens dos outros filmes da franquia é a humanização do monstro. O predador possui nome, familiares e fraquezas físicas e psicológicas. Sintomaticamente, aparece na maior parte do tempo sem máscara. Além disso, ele fala em seu idioma próprio, devidamente legendado – a trama dá uma explicação tecnológica para Thia e os outros sintéticos o entenderem. Acima de tudo, Dek demonstra que tem sentimentos bons, como o afeto, algo impensável quando saiu o primeiro O Predador (Predator, 1987).

Essas novidades que extrapolam os cânones da franquia sempre podem desagradar os fãs mais radicais. Porém, faz sentido essa nova abordagem em relação a um material tão antigo. O mistério sobre a criatura predadora já se esgotou, não adianta mais tentar apenas impressionar com suas características de caçador poderoso e impiedoso. Predador: Terras Selvagens, com isso, traz um novo fôlego para a série. É um tremendo filme de ação e seu final já engata uma continuação.

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Ficha técnica:

Predador: Terras Selvagens | Predator: Badlands | 2025 | EUA | Direção: Dan Trachtenberg | Roteiro: Patrick Aison, Dan Trachtenberg | Elenco: Elle Fanning, Dimitrius Schuster-Koloamatangi.

Distribuição: 20th Century Studios.

Trailer:

Onde assistir:
Elle Fanning em "Predador: Terras Selvagens"

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