Primeiros anúncios da programação da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Poster da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, marcada para 16 a 30 de outubro de 2025, reforça sua vocação de vitrine para o melhor do cinema mundial ao reunir nomes consagrados e apostas de diferentes países. O evento, que terá cerimônia de abertura em 15 de outubro na Sala São Paulo com a presença de profissionais do setor audiovisual e autoridades, celebra a diversidade de olhares e linguagens ao apresentar estreias aguardadas, produções premiadas e novos trabalhos de autores fundamentais.

Oliver Laxe, Richard Linklater e Radu Jude

O longa Sirât, de Oliver Laxe, abre a programação. Escolhido pela Espanha para disputar vaga no Oscar® 2026 de filme internacional, o drama acompanha pai e filho em busca de uma jovem desaparecida em raves no deserto marroquino. Laxe, que já esteve em edições anteriores da Mostra, retorna com uma obra que mistura suspense e reflexão existencial. As atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, presentes no elenco, participam da sessão de gala.

Entre os destaques, a Mostra exibe Nouvelle Vague e Blue Moon, os dois novos filmes do norte-americano Richard Linklater. Referência do cinema independente, o diretor de Boyhood e da trilogia Antes do Amanhecer/Pôr do Sol/Meia-Noite revisita em Nouvelle Vague o espírito inventivo de Jean-Luc Godard, recriando a filmagem de Acossado (1960). Já Blue Moon, estrelado por Ethan Hawke e Andrew Scott, mergulha nas crises do compositor Lorenz Hart. O trabalho rendeu a Scott o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Berlim.

O romeno Radu Jude, conhecido por unir experimentação estética e crítica social, apresenta duas produções. Dracula, exibido em Locarno, mistura vampiros, zumbis e ficção científica para refletir sobre política, cultura e a própria história do cinema, enquanto Kontinental ’25, Urso de Prata de melhor roteiro em Berlim, acompanha o dilema moral de uma oficial de justiça na Transilvânia. Jude já havia conquistado o Urso de Ouro com Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental, reforçando sua reputação como um dos cineastas mais provocadores da Europa.

Filmes premiados, literatura e Lanthimos

A programação reúne ainda filmes já premiados nos grandes festivais internacionais. Entre eles, Sound of Falling, de Mascha Schilinski, vencedor do júri em Cannes e indicado pela Alemanha ao Oscar® de filme internacional; Living the Land, de Meng Huo, ganhador do Urso de Prata de direção em Berlim; e Urchin, estreia do ator Harris Dickinson na direção, que rendeu a Frank Dillane o prêmio de melhor ator na mostra Um Certo Olhar de Cannes. O francês La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, traz a premiada atuação de Nadia Melliti e recebeu a Palma Queer, enquanto Mirrors No. 3 confirma o retorno do alemão Christian Petzold.

A Mostra também celebra a literatura com De Lugar Nenhum, documentário de Miguel Gonçalves Mendes sobre o escritor português Valter Hugo Mãe, autor do pôster oficial desta edição. O tributo se estende à exibição de O Filho de Mil Homens, adaptação do livro homônimo dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro, produção da Netflix. Completa o conjunto de estreias internacionais Dead Souls, novo trabalho de Alex Cox, que fará sua première mundial no evento.

Outra atração de peso é Bugonia, mais recente filme do grego Yorgos Lanthimos, que terá três sessões comerciais durante a Mostra antes de chegar aos cinemas brasileiros em 30 de outubro. Estrelado por Emma Stone, Jesse Plemons e Alicia Silverstone, o longa, exibido na competição do Festival de Veneza, acompanha dois jovens obcecados por teorias da conspiração que sequestram uma CEO acreditando que ela seja uma alienígena prestes a destruir a Terra. Lanthimos, premiado em Cannes e Veneza, já exibiu na Mostra títulos como Dente Canino, A Favorita e Nimic, consolidando sua relação com o festival.

As duas semanas aguardadas pela cinefilia

Com uma seleção que vai de experimentações radicais a narrativas intimistas, a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo reafirma seu papel como encontro privilegiado de diferentes cinematografias. Em duas semanas de exibições, a cidade se transforma em palco para a celebração da arte audiovisual, conectando o público brasileiro às novas tendências e aos grandes nomes do cinema contemporâneo.

fonte: divulgação

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