“Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” é a segunda maior bilheteria do nostálgico ano de 2015, atrás somente de “Star Wars: O Despertar da Força“. Sucesso erecido, porque o filme é quase tão empolgante tanto quanto o primeiro da franquia, e muito melhor que os demais.
Certo, não dá para conseguir do público o deslumbramento da icônica cena de “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” em que um grupo de dinossauros aparece pela primeira vez no filme, em disparada. Afinal, o vislumbre de quão reais eles foram transpostos para a tela jamais poderá ser vivido pela segunda vez.
Aliás, esse mesmo dilema vive o parque na história do filme. Vinte anos após os terríveis acontecimentos no Jurassic Park, o parque agora está novamente tendo sucesso, oferecendo aos visitantes mais dinossauros. Adicionalmente, através de experiências de cruzamentos genéticos, apresenta novas espécies, maiores e mais assustadoras.
Isso talvez explique o êxito comercial de “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”. Agora, com tecnologia 3D mais avançada e telas IMAX, os “visitantes do parque” possuem uma nova motivação para ir ao cinema. Ou seja, como no próprio filme, a nova geração que não vivenciou a época de “Jurassic Park” compõe a maior fração dos espectadores.
Começa a história
Por isso, o gancho para a história começa com dois garotos, os irmãos Gray (Ty Simpkins) e Zach (Nick Robinson). Eles são os visitantes do Jurassic World, convidados especiais de sua tia, a protagonista Claire (Brice Dallas Howard), executiva no comando do parque. Bem-sucedida profissionalmente, ela precisa ainda desenvolver seu lado pessoal. Principalmente com seus sobrinhos (um arco semelhante estava no filme original) e com seu pretendente, o outro herói do filme, Owen (Chris Pratt), um treinador dos temíveis velociraptors.
Tal qual em “Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros” (1993), a primeira parte do filme, além de apresentar os personagens, serve também para introduzir o parque, levando os espectadores a se sentirem como um visitante de uma Disneylândia. Em paralelo, o suspense se constrói nos bastidores, onde um novo dinossauro, o enorme e feroz Indominous Rex, é criado a partir de mistura de DNAs de outras espécies.
Há um vilão, claro, chamado Hoskins, vivido por Vincent D’Onofrio, ator que é craque em criar personagens odiosos. Caso não reconheça o nome, ele é o Wilson Fisk da recente série “Demolidor”.
Por um lado, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” cria o clima de suspense e ação necessários para manter o filme. Inclusive no final, quando o Indominous Rex enfrenta os mais ferozes dinossauros não-transgênicos, os velociraptores e o tiranossauro rex. Uma disputa que amplia as críticas dessa série de filmes ao capitalismo selvagem.
Já o filme é bem “spielbergiano”, como se era de esperar. Afinal, o diretor Colin Trevorrow é discípulo declarado do criador de “E.T. – O Extraterrestre”, como comprovou em sua estreia, “Sem Segurança Nenhuma” (Safety Not Guaranteed, 2012). Foi por esse trabalho que recebeu um convite para dirigir “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”.
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Ficha técnica:
Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World, 2015) 124 min. Dir: Colin Trevorrow. Rot: Rick Jaffa & Amanda Silver e Colin Trevorrow & Derek Connolly. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Infan Khan, Vincent D’Onofrio, Ty Simpkins, Nick Robinson, Jake Johnson, Omar Sy, BD Wong, Judy Greer, Lauren Lapkus, Brian Tee, Katie McGrath, Andy Buckley, Colby Hoothman, Jimmy Fallon, James DuMont, Matt Burke, Anna Talakkottur, Kelly Washington.
Assista: entrevista com Colin Trevorrow



