Minions & Monstros

Título original: Minions & Monsters

Direção: Pierre Coffin

Ano de lançamento: 2026

Data de estreia no Brasil: 01/07/2026

Gênero:

Mais informações na ficha técnica abaixo do texto

Avaliação:

2.5

/5

A franquia cinematográfica de Meu Malvado Favorito e Minions começou em 2010 com a história do vilão Gru, continuada em quatro longas. O spin-off com os ajudantes amarelos teve início em 2015 e alcança agora o seu terceiro filme com o lançamento de Minions & Monstros. A direção é de Pierre Coffin, uma das mentes criativas por trás deste material, o que garante qualidade, mas também leva à falta de ideias novas.

Toda a originalidade se concentra na abertura. Começa com uma brincadeira diferente com o logo da Universal Pictures. Retrocedendo ao passado, passa por diferentes logotipos do estúdio, até os tempos do cinema mudo. É a deixa para mostrar os Minions dentro de filmes pioneiros, como a sequência do cavalo de corrida (Eadweard Muybridge) e os trabalhadores saindo da fábrica (Irmãos Lumière), entre outros trechos, num efeito que lembra Zelig (1983), de Woody Allen, e Forrest Gump (1994), de Robert Zemeckis.

Abro aqui um parêntese para um detalhe que talvez já venha sendo utilizado, mas que só reparei aqui. Durante os créditos iniciais, aparecem em destaque os nomes dos dubladores da versão brasileira (a que foi exibida na cabine de imprensa) no lugar dos atores que fazem as vozes na versão original (o que faz todo sentido, pois estas últimas nem estão na versão dublada). Uma inovação que dá trabalho, mas que é a opção mais correta, que valoriza esses profissionais.

Duas aventuras mornas

O enredo de Minions & Monstros surge da narração da guia do tour pelo Museu de Hollywood. Diante da estátua em homenagem aos Minions James e Henry, ela explica por que eles foram importantes na história do cinema. Antes, ela relata algumas frustradas buscas dos Minions por um vilão a quem servir – apenas variações novas desse processo que já esteve em outros filmes das criaturas amarelas.

Nessa busca através dos tempos, eles acabam seguindo um assaltante de banco no Velho Oeste, sem saber que se trata da gravação de um filme. Os produtores gostam da participação deles, e eles viram astros. Mas, novamente pisam na bola, e são demitidos. James e Henry, então, decidem se aventurar como cineastas independentes. A narrativa se divide em duas. Uma acompanha James e Henry envolvidos com um monstro molusco que eles evocam com um livro de mágica. A outra narrativa segue o restante dos Minions que encontram um robô alienígena.

Nenhuma das aventuras empolga o suficiente, mas o filme é, pelo menos, agitado. A comédia tenta animar o público, porém, com muitas piadas que repetem a exploração da característica de travessos dos Minions. Ou seja, eles desrespeitam as regras e causam confusão. Desta vez, há uma tentativa de fazer graça com as referências cinematográficas, que continuam aparecendo ao longo do filme. No entanto, esse recurso só funciona na abertura, depois fica cansativo. Além disso, não adianta apenas mostrar a referência, é preciso criar alguma piada em cima dela. E isso não acontece aqui – por exemplo, quando o pianista começa a tocar “As Time Goes By”, do filme Casablanca (1942), a referência está presente, mas cadê a piada?

Um pouco de ousadia

A vantagem de contar com Pierre Coffin, ao menos, mantém a pitada de ousadia que faz parte da essência dos Minions. Afinal, eles são ajudantes de vilões. Por isso, não são bonzinhos. Como consequência, algumas piadas possuem uma malícia normalmente ausente de filmes infantis com censura 10 anos (como este). Tem, por exemplo, a ótima cena com os legos (não tem nada mais dolorido do que pisar numa peça de lego) que termina de forma atrevida, e outra surpresa engraçada que envolve uma decapitação. Na verdade, as referências cinematográficas também não funcionam para as crianças, que não conhecem os filmes antigos, o que deixa o público-alvo desta produção numa área cinzenta – ou quer atirar para todos os lados, para agradar o espectador infantil e adulto.

Enfim, Minions & Monstros não tem uma história empolgante; começa bem nas referências ao cinema, mas depois isso cansa; e tem a esperada dose de ousadia. Mas, é um material que está à beira do esgotamento.  

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Ficha técnica:

Minions & Monstros | Minions & Monsters | 2026 | 95 min. | Estados Unidos | Direção: Pierre Coffin | Roteiro: Brian Lynch | Vozes: Pierre Coffin.

Distribuição: Universal Pictures Brasil.

Trailer:

Onde assistir:
A referência a "Tempos Modernos" em "Minions & Monstros" (Universal Pictures)

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